evento

O I Congresso Internacional de Net-ativismo acontecerá nos dias 06, 07 e 08 em novembro de 2013 na Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo. O evento possui um caráter acadêmico, tendo como principais interlocutores os estudiosos brasileiros e estrangeiros que pesquisam a temática do ativismo nas redes digitais, nas áreas das ciências sociais e da comunicação. Contará com a presença de renomados pesquisadores internacionais e com os representantes dos principais movimentos net-ativistas europeus, norte-africanos, do oriente médio e estadunidenses. Tal debate transdisciplinar visa promover, ampliar e consolidar o espaço de reflexão sobre a temática a partir de pesquisas em andamento no Brasil e no mundo, transformando-se um fórum basilar no interior do campo.

Além das conferências e mesas-redondas, haverá os grupos de trabalho, um espaço para a apresentação de comunicações originais, dos pesquisadores mais destacados, professores e dos estudantes de pós-graduação. Somente serão aceitas as contribuições relevantes, focalizando os fenômenos dentro das temáticas estabelecidas por cada grupo de trabalho.

objetivo
Reunir experiências internacionais e locais, pesquisas e reflexões teóricas para aprimorar o conhecimento na área e progredir na construção de um observatório internacional sobre o net-ativismo.

sobre
A introdução das redes digitais iniciou um processo de redefinição das arquiteturas participativas que estão redesenhando não apenas as modalidades de participação, mas pondo em discussão a mesma arquitetura da esfera pública, os líderes de opinião e as instituições que geriram e mediaram a participação política nas democracias ocidentais, os partidos, os sindicatos os movimentos políticos ideológicos, etc. As redes interativas digitais, os social network e a conectividade, em todos os setores sociais estão provocando um progressivo processo de superação dos mediadores (da cultura até da economia) encorajando uma participação generalizada e uma “tomada coletiva da palavra” (G. Vattimo).

No Brasil e nos quatros cantos do mundo, os cidadãos através das tecnologias interativas, do acesso aos bancos de dados e da possibilidade de divulgação do próprio conteúdo, começaram a construir redes que na maioria dos casos, superam a forma opinativa para desenvolver originais formas colaborativas de ativismo em busca de soluções por meio da participação tecno-coletiva.

As manifestações brasileiras, o M-15 na Espanha, o Anonymous, os vários Occupy no mundo, os diversos movimentos que inspiraram a Primavera Árabe, e que continuam lutando na África do Norte, até os zapatistas e o Movimento 132 no México, o Movimento 5 Estrelas na Itália, os Partidos Pirata etc. As redes digitais inauguram um novo tipo de contratualidade e uma nova forma de participação que estão gerando, em diversos contextos e geografias, novos formatos das arquiteturas democráticas, não mais opinativas e ligada ao princípio da delega-voto, mas participativa e ativa.

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