trabalhos

Temáticas propostas para os grupos de trabalho e Coordenadores

>confira a programação dos Gts (pdf)


GT1 – Significados e qualidades da ação em rede 

Coordenação – Massimo Di Felice (ATOPOS-ECA/USP)
Vice-coordenação – Antonio Rafele (ATOPOS-ECA/USP)
> clique no link p/ acessar o arquivo provisório com todos os artigos desse Gt (pdf)

As culturas ecológicas contemporâneas, as práticas de sustentabilidade, os movimentos de ativismo digital que marcaram a primavera árabe e os protestos continuados em todas as latitudes através de formas de conflitualidade realizadas mediante as interações com social networks, são as expressões de um novo tipo de ação social, não mais direcionada ao externo, nem apenas resultante de práticas provocadas por um condicionamento informativo ou técnico. Trata-se de um conjunto de ações que não acontecem mais simplesmente no interior das molduras políticas, assim como conjugadas pela tradição europeia-ocidental, isto é, ligadas à determinação única do sujeito-ator, conceitualmente orientado, mas que se delineiam como o resultado de co-ações e de interações entre diversos “actantes”, apresentando-se, portanto, como a express ão de uma nova cultura habitativa que se exprime através formas complexas de interdependências. O net-ativismo e o conjunto de ações colaborativas que resultam da sinergia de atores de diversas naturezas, pessoas, circuitos informativos, dispositivos, redes sociais digitais, territorialidades informativas, apresenta-se, segundo esta perspectiva, como a constituição de um novo tipo de ecologia (eko-logos) não mais opositiva e separatista, na qual uma dimensão ecossistêmica reúne seus diversos membros em num novo tipo de social, não apenas limitado ao âmbito humano dos “socius”, mas expandido às demais entidades técnicas, informativas, territoriais, de forma reticular e conectiva.

GT2 – Segfault: Conflitos entre leis, normas e o digital na ação em rede
Coordenação – Alexandre Hannud Abdo (FM/USP)
Vice-coordenação – Leandro Yanaze (Poli-ATOPOS/USP)
> clique no link p/ acessar o arquivo provisório com todos os artigos desse Gt (pdf)

Falha de segmentação: a resposta de um sistema operacional à tentativa de um código acessar recursos fora da fronteira que lhe esperava delimitada. Este grupo de trabalho receberá reflexões sobre sincronias, dissonâncias e conflitos entre os diferentes códigos presentes na ação ativista em rede. Oriundos da tecnologia digital, dos costumes da sociedade, da lei institucionalizada no Estado, encontram-se e chocam-se em sua contínua execução paralela no maquinário ecológico que, a longo prazo, ainda é palco também para os códigos da vida. Desses choques, fusões e sobreposições a arquitetura do real é esculpida, ou ainda, evolui, num processo que confunde o orgânico com o intencional. Em todo caso, ficam entre as lascas no chão questões de significados, possibilidades, controles, poderes, direitos e éticas. Assim, a compreensão clara e profunda dos limites e interfaces entre os códigos revela-se imprescindível tanto para contemplar o significado da ação, como para orientar o desenvolvimento dos próprios códigos em contextos específicos, temas dos demais grupos de trabalho.

GT3 – Net ativismo das culturas locais e “e-diáspora”
Coordenação – Marta Severo (Universidade Lille III)
Vice-coordenação – Eliete Pereira (ATOPOS-ECA/USP) e Mariana Marchesi (ATOPOS-ECA/USP)
> clique no link p/ acessar o arquivo provisório com todos os artigos desse Gt (pdf)

As especificidades interativas das tecnologias comunicativas digitais, além de proporcionar a emergência de atuações de novos sujeitos (hackers, crackers e outros), estão ocasionando a interação digital de grupos, culturas e saberes locais tradicionalmente invisibilizados pelas tecnologias comunicativas de massa e transformando significativamente as experiências migratórias dessas populações. Tal ação comunicativa destes grupos nas redes digitais evidencia a diversidade e as novas possibilidades de empoderamento, visibilidade e ressignificação dos patrimônios culturais de comunidades e coletivos reunidos em torno das interações com as novas tecnologias de participação. A qualidade deste net-ativismo das culturas e dos saberes locais, e dos grupos em situação de diáspora presentes nas redes digitais, remete, por um lado, a ampliação da esfera pública e os novos significados das migrações, diante do novo contexto da ecologia digital. Neste sentido, o objetivo do GT é receber trabalhos que pretendam analisar a relação entre o net-ativismo, o ativismo nas redes digitais, e a reelaboração e emergência de identidades e saberes culturais locais/tradicionais, bem como estudos que investiguem as dimensões das “e-diáspora”, as migrações contemporâneas em sua fase conectada.

GT4 – Net ativismo ambiental
Coordenação – Mario Pireddu (Universidade Roma Tre)
Vice-coordenação – Julliana Cutolo (ATOPOS-ECA/USP)
> clique no link p/ acessar o arquivo provisório com todos os artigos desse Gt (pdf)

O advento das redes sociais digitais e das diversas formas de digitalização e monitoramento do território e do meio ambiente em geral, vem ocasionando uma nova sensibilidade ecológica articulada em diversos aspectos. Em primeiro lugar, as diversas formas de mensuração possibilitadas pelos sistemas satelitários e a digitalização dos dados, bem como as diversas formas de monitoramento do impacto ambiental do nosso sistema sócio-econômico, contribuíram para a constituição de uma virtuosa relação entre tecnologias digitais e meio ambiente. Em segundo lugar, este aspecto da digitalização do meio ambiente contribuiu para o acesso público a dados e a informações específicas, difundidas em formatos digitais, sobre o nosso impacto ambiental e, contemporaneamente, para a socialização de boas práticas e de uma cultura mais integrada entre as populações e o seu território, tornando notórias àquelas ações que tiveram êxito positivo em diversos lugares. Em terceiro lugar, e como consequência de tudo isso, as redes digitais se transformaram em um campo privilegiado de debate e de ativismo verde, cujo objetivo é denunciar em diversas formas a ação poluidora de empresas e governos e, ao mesmo tempo criar formas reticulares de ativismo, capaz de implementar batalhas e campanhas mundiais, em muitos casos, capazes de alcançar os seus objetivos. O GT reunirá exemplo mundiais de diversas formas de ativismo ambiental que tenham como marco a utilização de redes digitais de interação.

GT5 – Net ativismo e práticas de consumo
Coordenação – Eneus Trindade (ECA/USP)
Vice-coordenação – Dora Kaufman (ATOPOS-ECA/USP)
> clique no link p/ acessar o arquivo provisório com todos os artigos desse Gt (pdf)

O tema deste GT busca abranger as práticas netativistas relacionadas a marcas ou empresas, que sofrem influência direta do consumidor em seu posicionamento, atendimento, processos e produto final. Assim, a procura entender a nova dinâmica de mercado que emergiu com a cultura de redes, a qual proporcionou o nascimento de um novo perfil de consumidor, o consumidor digital ou “prosumidor”: sujeito ativo, capaz não só de consumir, mas de produzir e difundir sua opinião em escala global. Nesta nova ordem, a ideia de que a indústria detém o poder é invertida, pois o consumidor (prosumidor) gera demandas, e por meio de práticas netativistas, exerce pressão e faz exigências diretamente aos responsáveis. Essas exigências podem ter em seu fundamento os mais diversos temas, como qualidade dos produtos, direito dos animais, preservação do meio ambiente, responsabilidade social. Trata-se da expressão de um novo tipo de mercado na qual a indústria não da mais as cartas, pois a troca de opiniões e experiências dos prosumidores tem alcance ilimitado e gera repercussão em grande escala, influenciando outros consumidores e consequentemente a forma de agir e postura das grandes empresas. Esta forma de consumo ativista está intimamente relacionada ao exercício da cultura participativa, característica essencial da sociedade pós-moderna e ligada ao novo paradigma ecológico que emergiu com as redes digitais. As novas formas de participação online evidenciam a chegada de um futuro diferente, no qual o consumidor ganha o poder de modificar o produto, o sistema e até mesmo a sociedade. Assim, o GT de “netativismo e práticas de consumo” visa colocar em discussão o novo papel que os consumidores assumem no contexto de redes, relacionando práticas netativistas e surgimento de uma nova dinâmica de mercado e paradigmas sociais.

GT6 – Da democracia representativa para a democracia digital
Coordenação – Erick Roza (ATOPOS-ECA/USP)
> clique no link p/ acessar o arquivo provisório com todos os artigos desse Gt (pdf)

Pela primeira vez na história da humanidade, a comunicação se torna um processo de fluxo em que as velhas distinções entre emissor, meio e receptor se confundem e se intercambiam até estabelecerem outras dinâmicas de interação, impossível de serem representadas segundo os modelos dos paradigmas comunicativos tradicionais. A construção de um social em rede, caracterizado por circuitos informativos interativos digitais, obriga-nos a repensar as novas formas de participação social. Os mecanismos tradicionais de exercício da democracia, como os partidos políticos e o parlamento, estão sendo transformados significativamente com o advento das tecnologias informativas digitais de participação. Esse GT terá como objetivo refletir essa passagem da democracia representativa para a democracia digital, os aspectos emergentes dessa nova arquitetura informativa de participação.

GT7 – Midiativismo e Artivismo digital
Coordenação – Andre Stangl (FAAP e ATOPOS-ECA/USP)
> clique no link p/ acessar o arquivo provisório com todos os artigos desse Gt (pdf)

Esse eixo temático relaciona-se aos aspectos culturais e artísticos da ação e da contestação em rede. Nesse sentido temos as ações de coletivos artísticos organizados e as ações de agrupamentos difusos e temporários. Autores como Henry Jenkins entre outros identificam nas práticas interativas da cultura do entretenimento, prenúncios de uma consciência participativa que acaba por funcionar como laboratório de uma experiência de cidadania virtual. Fenômenos como a cultura dos fãs (onde consumidores interferem e recriam obras de seus ídolos), games (os jogadores acabam influenciando os rumos da industria de games), reality shows (enquanto linguagem narrativa e experiência de participação), hashtags (muitas vezes ligadas a eventos televisivos que podem ser redefinidos pelo público), compartilhamento de arquivos (a convergência entre a industria, público e artistas), etc.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s